E por várias vezes tentei, tentei desesperadamente te fazer enxergar o quanto estava sendo idiota em me perder. Enchi seu celular de mensagens, na esperança de respondesse ao menos uma. Liguei várias vezes no seu celular, e chorei quando foi encaminhada a caixa postal. Freqüentei os mesmos lugares que você na esperança de que ao menos tivesse a oportunidade de te observar, de que você me visse. Chorei, chorei até faltar lágrimas. Fui idiota, e assumo. Não te culpo por não ter dado valor, por ter preferido me evitar. Alias nunca te dei motivos o suficiente para ter vontade de permanecer. O meu problema foi ter tentado segurar aquilo que nunca teve interesse em ficar.
Aprendi a amar menos, o que foi uma pena, e aprendi a ser mais cínica com a vida, o que também foi uma pena, mas necessário. Viver pra sempre tão boba e perdida teria sido fatal.
Tenho medo de te perder por falta de atenção ou por excesso dela. Tenho todos os motivos do mundo pra te pedir pra ficar comigo, do meu lado, mas não posso fazer isso…
Sou eu quem tem medo de voltar atrás mais uma vez e sucumbir à falta, ao desejo de ouvir ao menos alguma palavra que acalme o coração. Sou eu quem foge por não querer cair no ridículo de viver se repetindo e acabar sendo uma daquelas pessoas que não vai e nem fica, simplesmente para no tempo por quem já foi. Sou eu quem vive a dor da ilusão que a própria cabeça cria e não se mata com um tiro certeiro. Sou eu quem quer pedir, contar, abraçar, tomar para si, mas sou eu igualmente quem precisa de tudo de volta, inclusive de mim. Sou eu quem queria poder te falar: as minhas palavras são tuas; a falta delas também.
É chatinho, né? Quando uma pessoa entra na tua vida, faz você se acostumar a falar com ela todos os dias, te vicia na presença dela, te faz gostar das manias dela, do jeito dela, e depois… Some, desaparece. Aí tu tem que agir como se não ligasse. Mas você liga, mesmo assim.
Vez ou outra se iludia, achava que alguém se importava; acreditava que podia ser diferente; insistia em algo sem nexo. […] Ele acreditava, e se iludia.
Ultimamente eu só tô querendo ver o ‘bom’ que todo mundo tem. Relaxa, respira, se irritar é bom pra quem? Supera, suporta, entenda: isento de problemas eu não conheço ninguém. Queira viver, viver melhor, viver sorrindo e até os cem. Tô feliz, to despreocupado, com a vida eu to de bem.
Eles não se entendiam, raramente concordavam em algo. Brigavam sempre. E se desafiavam todos os dias. Mas, apesar das diferenças, tinham algo importante em comum: eram loucos um pelo outro.
Tem coisa mais forte que alguém te invadindo aos poucos?